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Prefeitura busca local para abrigar depósito da ACAMAR
O incêndio que atingiu o depósito da ACAMAR (Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Capão Bonito), na semana passada, destruindo mais de oito toneladas de materiais recicláveis, equipamentos e barracões da cooperativa, está mobilizando autoridades e a comunidade local.
O fogo destruiu todo o material que estava no depósito localizado no Distrito Industrial, onde a cooperativa realiza o trabalho de triagem e prensagem do material recolhido.
O prejuízo foi calculado em mais de R$ 600 mil principalmente com a perda de equipamentos co-mo prensa e balança.
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado por volta das 21 horas do dia 26/08 (quinta-feira) e devido a proporção do incêndio foi preciso pedir apoio de Itapetininga.
Empresas como Fibria e Sabesp também ajudaram enviando caminhões para conter o incêndio. Os bombeiros só conseguiram controlar o incêndio de madrugada.
A reportagem d’O Expresso esteve no local e acompanhou por algumas horas os trabalhos para conter as chamas que lançaram uma grande nuvem de fumaça sobre a cidade.
“Foi necessário utilizar 25 mil litros de água para conter as chamas”, informou o sargento dos bombeiros Dersei Teodoro.
“Tudo aconteceu muito rápido. Não houve possibilidade de salvar nada”, lamentou o tesoureiro da ACAMAR, João Francisco de Queiroz.
O galpão da ACAMAR tem aproximadamente 800 metros quadrados e ficou completamente destruído.
No dia posterior ao incêndio o sentimento era de desolação entre os cooperados.
“É um momento muito complicado. Vimos o nosso ganha-pão virar cinzas em poucas horas. Perdemos prensa e outros equipamentos. Vamos ter que começar do zero de novo”, afirmou bastante emocionada Maria Cristina Vieira, presidente da cooperativa.
Os cooperados que estiveram no local demonstraram muita vontade de superar os prejuízos causados pelo incêndio.
“Pedimos que a população que sempre nos apoiou continue separando materiais. Vamos continuar recolhendo e com certeza vamos nos refazer disso”, afirmaram cooperados a O Expresso.
As causas do incêndio ainda vão ser investigadas pela polícia de Capão Bonito.
Prefeitura procura novo depósito
Preocupado com o fato, a prefeitura mobilizou as secretarias de Promoção Social e de Indústria e Comércio para buscar alternativas para auxiliar a cooperativa. Estão sendo feitos contatos com os governos estadual e federal e com a iniciativa privada para possibilitar a volta da atividade da ACAMAR o mais rápido possível.
“A Acamar emprega 30 famílias em nossa cidade e temos que acelerar as ações para garantir que a cooperativa não pare e as famílias sejam prejudicadas”, afirmou Ary Russo, da Secretaria de Indústria e Comércio.
O incêndio foi mais um duro golpe contra a Cooperativa de Materiais Recicláveis de Capão Bonito que tentava se recuperar da crise vivida pelo setor de reciclagem em 2009.
A ACAMAR de Capão Bonito foi fundada em 2000 e responde pelo Núcleo de Guapiara com outros 9 catadores.
No dia 10 de abril, a associação completou 10 anos no município. Na gestão passada, a associação ficou sem receber subsídio por quase 1 ano e acumulou dívidas, tendo até o telefone cortado.
Sua capacidade de coleta também foi reduzida de 50 toneladas/mês para 20 a 25/mês. O apoio do novo governo municipal a partir de 2009 foi considerado fundamental para ampliar as ações do setor de reciclagem na cidade e garantir o funcionamento da cooperativa.
O secretário municipal de Assistência Social, Pedro Paulo Galvão, tem se empenhado pessoalmente na busca de alternativas para que a ACAMAR possa retornar as suas atividades o mais rápido possível.
Estão sendo estudados inúmeros locais para abrigar provisoriamente o depósito, entre eles uma parte das instalações do Centro de Tropeirismo “Vereador Pedro Braz das Chagas”, que atualmente estão sem uso.
De acordo com o secretário, estão sendo também liberadas cestas básicas para os 30 associados que perderão renda com a inatividade do depósito. Pedro Paulo Galvão afirmou também que a prefeitura está buscando alternativas para reconstrução do depósito, que vão desde doação até apoio de ongs e órgãos governamentais. “Estamos dando todo o apoio possível e precisamos também que a cidade abrace esta causa”, afirmou o secretário Pedro Paulo.
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